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Indicadores de Recursos Humanos para a excelência dos serviços

Indicadores de Recursos Humanos para a excelência dos serviços

Evento da ABRH-PR apresentou os resultados do 9° Benchmarking Paranaense de Recursos Humanos de 2017 para gestores e empresários

 

“Devemos superar a aversão a algoritmos e trabalhar com números na gestão de pessoas”, aconselhou Dórian Bachmann, especialista em indicadores e desempenho, durante a apresentação dos resultados do 9° Benchmarking Paranaense de Recursos Humanos de 2017. A divulgação aconteceu no Bom Dia RH, tradicional evento da ABRH-PR (Associação Brasileira de Recursos Humanos do Paraná), na quarta-feira (21), no Hotel Mabu, em Curitiba. De acordo com ele, as novas tecnologias e ferramentas exigem indicadores e quem trabalha com processos em recursos humanos deve lançar mão de medição, monitoramento, referências.

 

O 9° Benchmarking Paranaense de Recursos Humanos de 2017, uma parceria entre a ABRH Paraná e a Bachmann & Associados, é um estudo exclusivo, que mostra um panorama do mercado em diferentes segmentos. Segundo ele, os gestores de pessoas devem começar a considerar uma nova conjuntura e os resultados da pesquisa podem trazer insights e contribuir para o entendimento desse ambiente, oferecendo uma visão mais estratégica e positiva para os negócios.

 

Além de apresentar os resultados do estudo coordenador por ele, Dórian fez palestra sobre “Indicadores de RH – verdades e mitos”. Disse que na gestão de indicadores é preciso seguir algumas etapas: escolher, padronizar, definir metas, monitorar, analisar e decidir. “A empresa deve pensar que indicadores combinam com pessoas e que são importantes nos processos desenvolvidos pelos gestores de recursos humanos. Não é complicado. É matemática básica e que resolve problemas e contribui na criação de estratégias. O fundamental é pensar no fator humano, ter referências próprias”.

 

A presidente da ABRH-PR, Susane Zanetti, destacou a relevância dos resultados do estudo para os gestores e líderes. E sua contribuição para a execução de boas práticas, sendo um guia para auxiliar, de forma assertiva, às empresas que desejam atingir a excelência. “Tenho a certeza de que estudos como o Benchmarking  convergem com a nossa visão, que é desenvolver lideranças notáveis e empresas de excelência”, argumentou.

 

Cases

 

Após a palestra de Dórian, foram apresentados dois cases de empresas que utilizam os resultados do Benchmarking Paranaense de Recursos Humanos em suas práticas e gestão de pessoas. Ricardo Nanami contou a experiência aplicada na Volvo Veículos, e Valéria Cristina Morona, falou sobre a utilização dos indicadores na Paraná Clínicas. De acordo com eles, a pesquisa deve ser considerada como uma ferramenta no desenvolvimento de ações que visem ao aprimoramento das pessoas e, consequentemente, do negócio.

 

Nanami explicou que a pesquisa ajudou a empresa a definir diferenciais comparativos e colaborou no monitoramento interno dos colaboradores. “Criamos padrões de qualidade voltados ao nosso segmento e estamos gerando uma mentalidade de melhoria contínua nos funcionários e corpo diretivo”. Ele observou que “o grupo implementou uma metodologia específica e conseguimos um grau de maturidade que coloca as pessoas como extremamente importante para o negócio”. Finaliza, afirmando que três conceitos são seguidos em todo o grupo: coerência, constância de propósito e desenvolvimento de pessoas. “Entendemos que é mais fácil as pessoas caminharem com você do que trocar as pessoas pelo caminho”.

 

Valéria informou que a empresa monitora 77 indicadores no processo da gestão de pessoas: 26 são estratégicos e influenciam diretamente a tomada de decisões. A empresa aplica oito indicadores do Benchmarking no gerenciamento de rotina do trabalho. De acordo com ela, a medição por meio de indicadores contribuiu para que, por exemplo, atingíssemos o nível de 91% de índice de retenção de funcionários. “Também foi possível definir metas com mais critério e fazer uma comparação da atuação no mercado. Chegamos à conclusão de que o que pode ser medido pode ser melhorado”, concluiu.

Resultados 9° Benchmarking

Na 9ª edição do Benchmarking Paranaense de Recursos Humanos participaram 183 organizações, somando mais de 160 mil empregados. A pesquisa fornece uma visão geral dos aspectos relacionados à gestão de pessoas no Paraná, e de acordo com Dórian Bachmann, as empresas disponibilizaram seus dados por meio de um sistema eletrônico, permitindo o cálculo de 12 indicadores, entre eles absenteísmo, rotatividade e percentual de horas extras. “Para garantir a comparabilidade dos resultados apresentados, foram usados indicadores padronizados e validados por profissionais da ABRH-PR”, observa.

 

Em relação à rotatividade, Dórian destacou que quase um terço (29,5%) dos empregados foi substituído em 2016. Esse resultado, um pouco melhor que no ano anterior (em 2015 haviam sido 32,4%), certamente foi influenciado pelo desaquecimento no mercado de trabalho. O comércio, como nos anos anteriores, foi o setor com a rotatividade mais elevada, tendo trocado pouco mais da metade (53,5%) dos colaboradores. “Aproximadamente um quinto dos desligamentos ocorreu por iniciativa dos empregados. Embora elevado, esse resultado é substancialmente melhor que os dos anos anteriores”, acrescentou.

 

Quanto ao indicador Retenção 90 dias, a pesquisa mostrou que a média ficou em 87,7%, bastante superior ao padrão histórico de pouco mais de 80%, mostrando uma importante melhora nos processos de recrutamento e seleção. No entanto, 12% dos empregados não terminam o período de experiência.

 

Em absenteísmo, o estudo indicou que as empresas perderam, em média, 2,0% do tempo dos empregados devido às ausências, e razões médicas contribuíram com cerca de dois terços desse tempo.

 

O volume de horas extras pagas – quase 3% do total das horas trabalhadas – embora próximo ao do ano anterior, é o menor dos últimos 5 anos, mostrou a pesquisa. O resultado, entretanto, pode ter sido influenciado mais pelo desaquecimento na economia do que pela qualidade da gestão.

 

Em média, 40,6% dos empregados receberam alguma forma de remuneração variável em 2016, conforme indicou o estudo. O setor mais avançado neste aspecto é o industrial, com praticamente metade dos empregados (50,6%) tendo esse benefício.

 

No indicador escolaridade, afirma Dórian, varia bastante conforme o segmento de negócio. Os profissionais com maior preparo estão no setor de serviços e o com menor exigência de pessoal com nível superior é o do comércio. O segmento da educação, como esperado, foi o que apresentou o maior percentual de pós-graduados (38,8%).

 

No geral, em 2016 as organizações investiram 1,1% do tempo de seus empregados em treinamentos (aproximadamente 29 horas por empregado no ano), assinalou a pequisa. O mesmo resultado de 2015 e inferior a meta de boa parte das empresas, de 40 horas anuais de treinamento por empregado.

 

O levantamento também evidenciou que a participação feminina na força de trabalho se mantém estável nos últimos anos, no nível de 40%, com o setor de serviços apresentando o maior percentual de mulheres (56,2%), enquanto no setor industrial elas representam cerca de um quarto das equipes (23,6%).

 

Embora 51 organizações (28% da amostra) não tenham reportado qualquer acidente com afastamento, a Taxa de Frequência de Acidentes com Afastamento (TFCA) média em 2016 foi de 7,95 acidentados por milhão de horas trabalhadas, esclareceu o estudo. Este valor é o melhor dos últimos cinco anos, mas ainda está em um patamar inaceitável pelo custo social e humano que representa.

 

“Como reflexo do aprimoramento da gestão e de um mercado de trabalho desfavorável aos empregados, a quase totalidade dos indicadores mostrou melhora em relação ao ano anterior”, resumiu Dórian.

 

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