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Pesquisa mostra que 30% de estudantes de nível superior pretendem atuar em multinacionais

Pesquisa mostra que 30% de estudantes de nível superior pretendem atuar em multinacionais

Deste total, 87% dos alunos aspiram posição de liderança nessas empresas

 

Estudo desenvolvido pela equipe interacadêmica do Eixo RH na Academia, da ABRH-PR (Associação Brasileira de Recursos Humanos do Paraná), constatou que pelo menos 30% dos estudantes de Curitiba pretendem atuar em uma multinacional. Deste total, 87% aspiram muito ter uma posição de liderança nessas empresas. A pesquisa foi realizada em parceria com a Diferencial Pesquisa e teve por objetivo gerar conteúdos e insights de impacto, que contribuam com a atuação das IES (Instituições de Ensino Superior), promovendo melhorias e avanços contínuos na formação dos estudantes da região. O levantamento ouviu 2027 alunos de cursos de graduação e de pós-graduação (especializações e MBAs) das áreas de administração/gestão, contabilidade e engenharia de 11 IES.

 

O professor da Escola de Administração de Empresas da UFPR e coordenador do Comitê Editorial do Eixo RH na Academia, Germano Glufke Reis, afirma que saber atuar em outras culturas é um aspecto muito importante para o sucesso dos negócios. “Muitas empresas brasileiras têm, inclusive, adquirido ou implantado subsidiárias no exterior demandando profissionais que saibam adaptar-se e operar em outras culturas”, coloca. Para ele, o profissional deverá ser capaz de interagir com fornecedores, clientes, subordinados e pares de outros países e culturas.

 

Outro dado interessante da pesquisa aponta que 64% dos respondentes têm uma forte intenção de ter experiências internacionais em sua formação. Contudo, um número expressivo dos alunos (36%) ainda dão importância apenas razoável ou baixa a esse tipo de experiência. As respostas, para o professor, sustentam a ideia de que seria interessante o investimento no fortalecimento de competências internacionais e interculturais por parte dos alunos, em seu processo de formação. O estudo também checou em que medida o anseio por trabalhar em multinacionais se relaciona ao projeto pessoal de ter uma experiência internacional. Foi observado que o interesse é maior nos alunos dos cursos de graduação em engenharia, seguidos pelos de administração, gestão e contábeis. “Estudantes de pós e MBAs são os que têm menor intenção de planejar uma experiência internacional”, assinala o professor.

 

Reis acredita que a temática do desenvolvimento de competências internacionais é uma janela de oportunidades para as IES. “Apesar de sua importância, os resultados sugerem que não é um tema prioritário no radar de muitos alunos. Desse modo, sua conscientização quanto  à relevância de desenvolver tais competências (e de expor-se no cenáriointernacional) parecer ser um tema que ainda pode ser mais explorado”, acentua. Ele acredita que explorar o tema em disciplinas específicas, promover convênios e alianças com IES estrangeiras, palestras de profissionais globais, experiências interculturais dentro do Brasil e a parceria com instituições possam ser alternativas atraentes.

 

 

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