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Pessoas extraordinárias, geração de resultados com menos recursos. Esta fórmula existe?

Pessoas extraordinárias, geração de resultados com menos recursos. Esta fórmula existe?

Cerca de 100 pessoas participaram do Bom Dia RH desta quarta-feira (10), que aconteceu no Hotel Mabu, no centro de Curitiba e teve como mestre de cerimônias a jornalista Mira Graçano. Para abrir o evento, a presidente da ABRH-PR, Susane Zanetti, anunciou os dois novos patrocinadores de gestão: a empresa de tecnologia TOTVS e o plano odontológico Odontoprev. Na sequência, ao introduzir a palestra, Susane comentou sobre a divulgação do Índice de Competitividade Global de Talentos 2017, o GTCI, em que foram analisados os dados de 118 países com relação à atração, capacitação e retenção dos talentos. O Brasil aparece na 81ª posição. “A ABRH-PR tem o propósito de ser reconhecida como uma entidade de educação. A pesquisa mostra que temos um longo caminho a seguir, eu trago essa reflexão para mostrar a importância do debate e de eventos como esse para inspirar as pessoas que são gestoras em suas organizações”, disse. Logo depois, o presidente da EXAL, empresa patrocinadora do evento, Roberto de Oliveira agradeceu a parceria com a Associação e a oportunidade de promover o encontro. “É um evento auspicioso, nós estamos completando 25 anos e temos por filosofia valorizar as pessoas e torna-las grandes”.

A especialista em desenvolvimento de equipes de alta performance da Net Profit, Elisa Silvestre, coordena o programa High Performance Executive, em que mais de quatro mil gestores e executivos, além de centenas de empresas, já foram beneficiados. Na abertura da sua palestra “Resultados extraordinários com pessoas – A arte de fazer mais, melhor, mais rápido e com menos”, ela fez uma provocação sobre o tema, questionando a plateia se é fácil obter resultados extraordinários dessa forma. Com a sua experiência, Elisa afirma que as dores dos gestores são as mesmas. E para chegar aos resultados, muitas organizações estão apostando em diferenciais competitivos. O problema é que esses diferenciais, como o preço atrativo ou a inovação tecnológica, podem se tornar um valor comum aos olhos do mercado, em mais ou menos tempo. O que não muda e pode sempre reforçar o diferencial das empresas é o investimento em pessoas.

E pensar nas pessoas no ambiente corporativo passa por extrair delas o que há de melhor, o extraordinário. Para exemplificar, Elisa propôs uma dinâmica com o público, pedindo a todos para selecionar uma conquista ou realização importante nas suas vidas. A partir disso, responder a três perguntas: qual exigiu mais de você, quais os desafios que enfrentou e quais qualidades ou características que o ajudaram a superar. Com base nessa memória, as pessoas tinham que comparar se hoje desempenham da mesma forma e qual o percentual de potencial de trabalho que realizam atualmente. “Em média o percentual do potencial das pessoas manifestado no trabalho é de 40% e quanto maior o nível hierárquico, menor a efetividade”, surpreendeu a todos Elisa, citando pesquisas que referendam o tema.

E essas pesquisas ainda mostram que de 10% a 20% dos colaboradores estão sempre abaixo da performance, 60% na média e 20 % realizam a alta performance. “Quem está na média poderia entregar muito mais. E é nesse nicho que os gestores devem atuar, como trabalhar com essas pessoas, para elas se entregarem mais?”, questionou. A resposta pode estar na satisfação. Elisa reforçou que quando as pessoas estão mais felizes, elas entregam mais resultados. E o RH é o catalisador, tem a função de engajar o seu público interno.

A busca de resultados

Elisa apresentou quatro pilares que sustentam a busca pelos resultados extraordinários com as pessoas, que são: potência, foco, engajamento e efetividade. “É importante criar um cenário para que elas possam buscar o extra. A estrutura da gestão de performance está erroneamente orientada com base na tarefa e não no resultado, o que fazem as equipes seguirem padrões lineares”, disse.

Neste contexto, há outros pontos imprescindíveis para obter os desejados resultados extraordinários. Primeiramente, buscar a atuação efetiva, que compreende partir para a ação. E para ilustrar, Elisa mostrou algumas conclusões de pesquisas sobre o tema:
– Somente um colaborador entre sete foi capaz de citar pelo menos uma das metas da empresa;
– 15% dos colaboradores não conseguiram mencionar ao menos três metas do setor;
– 85% citaram o que pensavam ser a meta, mas em geral não eram o que os líderes estabeleceram;
– 81% das pessoas disseram que não eram responsabilizadas pelo progresso regular das metas da organização;
– As metas não são traduzidas para ações específicas, assim 87% dos colaboradores não tem a clara ideia do que deveriam fazer para alcançar as metas;
– A maioria das empresas não tem indicadores de desempenho.

“São dados assustadores. Aquilo que não é medido, não é gerenciado e nem melhorado.
Devem ser orientadas as responsabilidades ou as tarefas?”, perguntou Elisa. Quando os colaboradores não entendem os seus propósitos dentro da organização, a participação na geração de resultados e nas metas, não conseguem desempenhar o extra. É comum os gestores exigirem do RH profissionais com mais atitudes. Para Elisa, todos temos atitudes, é preciso sermos estimulados para elas aparecerem. “As pessoas se envolvem naquilo que ajudam a criar. O importante não é o que fazer, mas como fazer. Por isso, façam a gestão do empenho e não mais do desempenho. Os funcionários precisam saber diariamente o que vão fazer e como isso impacta os resultados. Gestão de resultados deveria ser mais simples, clara, precisa, contributiva”, complementou.

Outro ponto são as competências essenciais, arsenais que as pessoas possuem. No meio de tantos recursos, identificar quais são os essenciais para o cenário atual. Isso passa por uma liderança transformadora, que estimula, inspira e tem a capacidade de gerir. “Muitas vezes escutamos nossos gestores dizendo que temos de sair da zona de conforto. Eu não quero que as pessoas saiam dessa zona de conforto, mas quero trazer um novo parâmetro, porque ficar desconfortável é muito ruim. É importante refletir sobre como fazer as pessoas se sentirem confortáveis, mas buscando resultados novos”, falou. O último item apontado por Elisa foi a inovação, em que citou Peter Drucker: “não é ser brilhante ou consciente. Não é olhar necessidades isoladas, mas olhar para as necessidades e oportunidades. Se entregar apenas ao linear as oportunidades passam”. O encerramento do Bom Dia RH teve o sorteio de brindes.

Crédito fotos: Melanie d’Haese Grosbelli

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