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EditoriaRH / Carreira


02.02.2010 as 11h23

Diplomacia Brasileira



Escolas para quem quer fazer o curso da carreira diplomática

Num mundo cada vez mais globalizado e com o Brasil tendo cada vez mais destaque no cenário internacional, a diplomacia brasileira, liderada pelo chanceler Celso Amorim, vai ganhando força e importância. Ser diplomata é considerado atraente pela importância de atribuições e responsabilidades e também pelo aspecto financeiro. Não é à toa que existem cada vez mais cursos preparatórios para quem deseja ingressar na carreira diplomatática.

Para ser um diplomata, é preciso ser aprovado no Concurso de Admissão do Curso de Formação em Diplomacia do Instituto Rio Branco (IRBr), uma prova muito difícil, que demanda justamente todo essa preparação que os cursinhos oferecem. Sendo o candidato aprovado, ele já começa como terceiro-secretário da carreira do Itamaraty (como também é conhecido o Ministério das Relações Exteriores), com o salário inicial, no Brasil, de R$ 10.906,86. As classes seguintes na carreira são: segundo-secretário, primeiro-secretário, conselheiro, ministro de segunda classe e ministro de primeira classe (embaixador).

Até 1998, aqueles que desejavam fazer a prova tinham de estudar por conta própria ou com professores particulares. Naquele ano, porém, em São Paulo, um grupo de professores decidiu se unir e criar a primeira escola preparatória para a carreira diplomática do Brasil, a Escola Superior Diplomática (ESD). A professora Cláudia Galaverna foi quem mobilizou o corpo docente e fez com que fosse viabilizada a ideia: “Decidimos unir os esforços, preparar uma metodologia e iniciar os trabalhos. No começo eram sete alunos. Hoje temos duas turmas, uma com aulas durante a semana e outra com aulas aos sábados”.

O curso tem uma carga horária de 500 horas/aulas durante a semana e 400 horas/aula aos sábados. Aos domingos, os alunos têm aulas com diplomatas.

No curso preparatório, as disciplinas ministradas são aquelas exigidas na prova e que também serão desenvolvidas no próprio curso do Instituto Rio Branco: direito, economia, geografia, história, inglês, política internacional e português. “Um dos grandes diferencias nosso é que não preparamos apenas para a aprovação no curso e sim para um bom desenvolvimento no próprio curso do Instituto Rio Branco”, explica Cláudia Galaverna.

Na Escola Superior Diplomática, a média de aprovação é de 15 a 20% e, desde 1998, mais de 90 alunos que fizeram o curso da ESD foram aprovados no Instituto Rio Branco. Cláudia Galaverna lembra ainda que a Escola ferece bolsas de até 100% dependendo do desempenho do candidato na prova de bolsa (cuja inscrição, em 2008, foi de uma lata de leite em pó que foi posteriormente doado para instituições de caridade). “E já tivemos mais de caso de aluno bolsista que virou diplomata.”

Novas escolas

Nesse mesmo embalo, em 2003, surgiu no Rio de Janeiro o Curso Clio, também exclusivamente voltado para o ingresso de alunos no Curso de Formação em Diplomacia do Instituto Rio Branco. Juliana Espíndola, uma das coordenadoras do curso explica que ele é oferecido em três cidades (Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília) e que nos próximos anos outras 20 sedes serão abertas em outras cidades. “O Curso Clio se tornou, em pouco tempo, o maior preparatório para diplomatas do Brasil. 90% dos aprovados no Instituto Rio Branco vêm de nossos quadros”, garante ela.

Juliana explica o aumento de sedes dos cursinhos como uma maneira de descentralizar e democratizar o acesso dos candidatos de outros centros. “Tínhamos muitos alunos de fora que vão poder, agora, realizar a preparação para a carreira diplomática em suas próprias cidades”, explica.

 

Mais informações:

http://www.escolasuperiordiplomatica.com.br
http://www.cursoclio.com.br 

André Carvalho

fonte: CanalRH - www.canalrh.com.br

 


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