Era digital cria novos modelos de remuneração

Era digital cria novos modelos de remuneração

Os novos modelos de remuneração na era digital foram abordados por Marco Santana, líder regional de remuneração e benefícios para a América do Sul da Korn Ferry Hay Group. A palestra aconteceu durante o XV Congresso Paranaense de Recursos Humanos (CONPARH), o maior evento de gestão de pessoas do Paraná, que está sendo realizado em Curitiba. Para ele, preparar adequadamente a organização para a jornada digital significa percorrer um conjunto de etapas. E foi com este foco que Marco deu rumo à sua explanação.

 

O cenário aponta para novos modelos de estruturas e cargos, diferentes perfis de talento e habilidades, novas relações de trabalho e de modelos de remuneração, forças de trabalho mais diversificadas e globalizadas. “No passado, as pessoas eram tratadas de forma diferenciada, porém, com pouca estrutura, controle ou racional de negócio. Hoje, os sistemas são padronizados, tratando a todos da mesma maneira, gerando controle e eficiência. E amanhã a força de trabalho será de maior flexibilização e customização para atender necessidades individuais e gerar valor para o negócio”, detalhou Santana.

 

Dentro deste contexto, Santana cita alguns desafios que a gestão de remuneração precisa enfrentar. “Necessidade de maior agilidade na gestão de cargos e remuneração, percepção de que a avaliação do cargo não oferece a flexibilidade necessária, as preferências do empregado estão mudando frente a remuneração tradicional, a legislação está voltada para a igualdade salarial, não à diferenciação , maior pressão para transparência e comunicação e, por fim, ainda existe a necessidade de ser eficiente em termos de custo e remunerar os indivíduos de acordo”, resume.

 

Santana explicou que os gestores não devem olhar o aspecto de Remuneração isoladamente, mas de forma combinada e holisticamente, revendo pilares como arquitetura de cargos/carreira, estratégia de remuneração, administração da remuneração e gestão de desempenho e avaliar as implicações e interdependências com outros sistemas como, por exemplo, gestão de talento e de desempenho).

 

“Ao reformular a maneira como você projeta e pensa sobre o trabalho, as empresas podem executar com mais eficácia a estratégia digital e obter maior agilidade. O ritmo da mudança no trabalho varia entre unidades de negócios e áreas. As estruturas de cargos ajudam a organização das responsabilidades e habilidades necessárias, mas precisam ter agilidade e flexibilidade”, explicou.