Num cenário disruptivo o que importa são as pessoas

Num cenário disruptivo o que importa são as pessoas

Estratégias de recursos humanos e startup deram o tom do painel realizado no XV Congresso Paranaense de Recursos Humanos (CONPARH), o maior evento de gestão de pessoas do Paraná. Apresentaram suas reflexões no painel, mediado por Filipe Cassapo, da Fiep, Priscila Moscon (Eruga), Robson Privado (Madeira Madeira) e Leandro Henrique de Souza (How).

 

As startups nasceram para criar ferramentas e soluções que tornam mais simples e barata a gestão das empresas.  De acordo com Priscila Moscon, a Eruga desenvolve treinamentos operacionais e de segurança em realidade virtual. Pioneira no segmento no Brasil, a plataforma realiza um treinamento imersivo e tem sido muito usada para capacitar os trabalhadores das indústrias nas NRs – Normas Regulamentadoras relacionadas à segurança e medicina do trabalho de observância obrigatória pelas organizações.

 

O treinamento da Eruga é realizado em realidade virtual, substituindo os modelos tradicionais que utilizam apostilas e vídeos. O assistente virtual, a Iris, reproduz fielmente o ambiente industrial, e com isso o trabalhador tem a possibilidade de experenciar o manuseio das máquinas. Priscilia citou que a Cervejaria Ambev e a Renault são algumas das fábricas que adotaram o treinamento da Eruga.

 

Pelo lado da gestão dos recursos humanos, Priscila assegura que a solução permite que o trabalhador pode treinar quantas vezes for preciso, garantindo a excelência operacional e muito mais importante contribui para a redução de acidentes de trabalho. Priscila observa que a tecnologia de interface avançada tem por objetivo  recriar ambientes virtuais, dessa forma “proporcionamos ao máximo a sensação de realidade e imersão completa nos treinamentos, ampliando o aprendizado”.

 

A experiência Madeira Madeira foi apresentada por Robson Privado. Ele contou que a startup vem registrando nos últimos cinco anos um crescimento de 87% com previsão de faturamento de R$ 600 milhões. Criada para venda online de materiais de construção, acabamento e decoração, em pouco tempo se tornou referência no desenvolvimento de soluções para o cliente comprar tudo com muita praticidade de dentro de casa. A startup tem um portfólio de 300 mil produtos. Hoje são 480 colaboradores que são escolhidos “pelo perfil e momento ao invés de experiência e currículo. Devem apresentar paixão, colaboração, senso de dono, resiliência, empreendedorismo”, garante.

 

Robson Privado sublinha que quatro pilares sustentam a Madeira Madeira: pessoas certas, tecnologia, cliente e desafios. “Investimos em tecnologia para potencializar a capacidade das pessoas e temos a certeza de que os melhores profissionais são movidos a desafios e curiosidade”.

 

Leandro Henrique de Souza, da How, destaca que a startup é uma escola de cursos livres focada na construção de habilidades essenciais para o futuro do trabalho na economia digital exponencial.  “Somos um hub independente de inovação em educação”.

 

Para Leandro, cada vez mais surgem modelos disruptivos de negócios que apontam que a automação é um desafio para a área de recursos humanos. “O mundo está ficando automatizado e isso irá impactar as pessoas de forma significativa.  O futuro indica que as pessoas terão que atuar com mais imaginação e criatividade.  A realidade digital é imprevisível”, comenta. As tecnologias exponenciais como Inteligência Artificial e Internet das Coisas apontam para um caminho de grandes mudanças como, por exemplo, o fim gradativo do emprego tradicional e a necessidade de os profissionais terem múltiplos ciclos de carreira em sua vida.

 

“Acredito que liderar essas mudanças no mercado de trabalho é para a área de recursos humanos, que entende de fato de pessoas”, coloca. “A inovação existe apenas por meio de pessoas engajadas”, sublinha. Citou o pensamento de um grande investido-anjo para ilustrar a afirmação de que as pessoas é que são realmente importantes nesse cenário disruptivo: “Cuide das pessoas dos produtos e dos lucros, nesta ordem”.