Sem categoriaOs novos contratos de trabalho e a meritocracia nas organizações

O primeiro Bom Dia RH de 2019 reuniu mais de 100 pessoas no Hotel Bourbon, no centro de Curitiba/PR. Na abertura foi passado o vídeo institucional da ABRH-PR e a vice-presidente da entidade, Andréa Gautè, deu as boas vindas a todos e falou sobre a programação de eventos da Associação. “Neste ano ainda teremos mais três cafés da manhã e outros dois Boa Noite RH, que serão o Prêmio Ser Humano e o Benchmarking”, diz. Além disso, Andréa convidou os presentes a conhecerem os Grupos de Estudo da ABRH-PR.

 

A palestra de abertura “Novos formatos de contratação de pessoas pós Reforma Trabalhista” foi com a advogada Lucyanna Lima Lopes que falou a respeito dos tipos de contratos de trabalho possíveis hoje no Brasil. Ela explicou sobre os formatos, dentro do contrato baseado na CLT, que incluem de Prazo Indeterminado (CLT e Intermitente) e Prazo Indeterminado (Experiência, Aprendiz, por Job, Trabalho Temporário). “O mercado está cada vez mais optando por novos modelos de trabalho. Os desafios de contratar pela CLT envolvem o alto custo da mão de obra, dos benefícios, tributário e da rescisão. Por isso é importante verificar o que realmente interessa para cada empresa e o seu quadro de funcionários”, explicou. No que diz respeito aos contratos não vinculados à CLT, as opções são: Prestação de serviços por meio de Pessoa Jurídica, Autônomos, Eventuais, Avulsos e Estagiários.

 

Na sequência, a advogada explicou as opções de CLT por prazo indeterminado e determinado, destacando a descrição, vantagens e desafios. No caso dos contratos sem vínculo empregatício, Lucyanna expôs que tanto o regime de PJ e Autônomos, por exemplo, tem como vantagens a ausência de tributação e custos trabalhistas. “Dentre os desafios é não correr risco de vínculo, não seguir a cultura da empresa e a segurança de informações corporativas”, disse. Ainda há as opções de Eventuais, Avulsos e Estagiários. A sua apresentação terminou com uma dinâmica entre os presentes.

 

 A meritocracia corporativa é o que todo o empresário quer

“Na era da economia digital qual o verdadeiro valor da meritocracia? Quais as projeções de futuro para o mercado de trabalho e a gestão de RH?”, perguntou o CEO do Instituto Brasileiro de Meritocracia, Antônio Silvano Szezecinski, logo no início da sua palestra “A meritocracia corporativa como modelo de gestão de pessoas na era da economia digital”. Silvano ainda emendou outra questão: o RH gera valor nas organizações? “Este profissional consegue sentar em uma reunião de negócios e participar de uma forma igual? Já foram visitar clientes juntamente com a área comercial?”, disse. As provocações serviram de contexto para apresentar o desconforto dos gestores e executivos com relação ao real papel do profissional nas organizações e as mudanças no mercado.

 

Para o executivo, o mercado não se modifica sozinho – é sempre uma resposta às necessidades humanas. “Aí a questão, como estamos trabalhando os processos de RH”, pontuou. Os avanços tecnológicos, com automação, robótica, inteligência artificial alteram drasticamente a natureza e o número de vagas de emprego. Também, a escassez de recursos, mudanças climáticas, urbanização, a migração e as alterações demográficas. “Tudo isso afetará os modelos de negócios, as ambições de talento e o custo da aposentadoria. Profissões novas que estão entrando e outras saindo”, complementou.

 

Ao entrar no tema economia digital, estudos mostram que mais de 25% da economia mundial está relacionada aos meios digitais. Um dos grandes desafios das empresas é a perda do capital intelectual com a saída dos sêniores, “motivada pela falta da integração entre gerações”, falou Silvano. As consequências da nova tecnologia provocam profundas mudanças na sociedade, com alteração de comportamento. Com isso, surgem os novos modelos de negócios, aparecendo em velocidade exponencial com maior competitividade, provocando a interatividade das empresas e consumidores finais. E isto traz, obrigatoriamente, novas exigências nos sistemas de trabalhos e integração de pessoas.

 

Silvano mostrou que as pessoas podem mudar de comportamento através de prática no mundo real, da celebração de bons exemplos, da interação com parceiros diversos, do mecanismo de feedback e do código de conduta específico. Hoje em dia é permitido estimular novos comportamentos, “especialmente no que diz respeito a errar, falhar e insistir. Não é ser complacente, mas reconhecer as pessoas”, disse.

 

As atitudes valorizadas hoje são: liderança pelo exemplo, comportamento, transparência, responsabilidade, engajamento com causa, obtenção de confiança e respeito e meritocracia. “É um fato que o RH foi contratado para fazer o dinheirinho do patrão um dinheirão de forma pragmática. Não é justo tratar os diferentes de forma igual”, complementou.

 

De acordo com números divulgados pelo Fórum de Davos, a competitividade das empresas brasileiras está em 80 lugar, o ranking mundial é de 2017. “Estagnamos nesta posição porque não realizamos as reformas estruturais”. Os principais entraves são a abaixa eficiência empresarial, produtividade, eficiência do trabalho e qualidade de educação. Silvano passou a falar sobre a Gestão de Meritocracia, com a migração da força de trabalho da CLT para a gestão de contratos. “Por que não um plano de carreira, ao invés de plano de cargos?”, perguntou. A essência da meritocracia é a gestão de performance.

 

Por Adriana Mugnaini (Básica Comunicações)

Fotos: Felipe de Souza

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