Recolocação profissional e como agir diante do desafio

Segundo estudo divulgado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) neste ano, o tempo médio de recolocação profissional no Brasil é de 14 meses. O levantamento indica um acréscimo de dois meses com relação à pesquisa anterior, realizada em 2016. Ainda de acordo com a pesquisa, 95% dos profissionais nesta situação pertencem às classes sociais C, D e E.

 

Neste cenário, algumas pessoas encontram alternativas no trabalho informal que, segundo a última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) deste ano, cresceu 5,2% no país, engajando um total de 24,2 milhões de pessoas. Para aqueles que não enxergam a informalidade como opção, é essencial utilizar algumas estratégias para diminuir o tempo de espera e retornar ao mercado de trabalho.

 

A recolocação profissional exige proatividade. Isto é, se trata de uma situação que provoca constantes fugas da zona de conforto. Por isso, manter o equilíbrio emocional é um item indispensável para que o processo motive o profissional a buscar a melhor solução sem deixar que as dificuldades atrapalhem a busca de um emprego. Segundo dados do SPC divulgados em 2018, 56% dos desempregados afirmaram estar com baixa autoestima e 45% responderam que se sentiam envergonhados pela situação diante da família e amigos.

 

Apesar das dificuldades, é essencial manter a calma, além de pôr em prática algumas ações pontuais. Por exemplo, sabe aquele curso que você sempre quis fazer para melhorar o seu currículo, mas nunca teve tempo? Talvez agora seja a hora certa. Também é muito importante conhecer o mercado, por isso a vergonha citada no parágrafo acima não deve ser um obstáculo no momento de avisar aos conhecidos que está buscando uma recolocação profissional.

 

O momento também pode ser propício

para exercitar o autoconhecimento. Ou seja, além de planejar os próximos passos, talvez seja necessário refazer ou mesmo trabalhar em processos simples como preparação para entrevistas de empregos, reelaboração do curriculum vitae, repensar o marketing pessoal, entre outros. Isto é, ainda que diante de um momento difícil, trabalhar com as emoções para promover a autovalorização profissional e pessoal, retornando ao mercado como um colaborador ainda melhor.

Texto: Básica Comunicações



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