Rotatividade no mercado de trabalho paranaense permaneceu o mesmo nos últimos dois anos, aponta o 11º Benchmarking Paranaense de Recursos Humanos

Por outro lado, levantamento mostra que a participação feminina segue

aumentando e alcançou a maior taxa nos últimos 11 anos com 44,8%.

Produzido em parceria entre a Associação Brasileira de Recursos Humanos do Paraná (ABRH-PR) e a Bachmann & Associados (B&A), o 11º Benchmarking Paranaense de Recursos Humanos reúne os principais indicadores de gestão de pessoas durante o ano de 2018. Os resultados do estudo serão apresentados no dia 16 de outubro, no Hotel Bourbon (Curitiba/PR), das 19h às 21h. O levantamento contou com a participação de 127 empresas paranaenses, compilando um universo de aproximadamente 115 mil empregados.

A décima primeira edição do estudo avaliou 12 parâmetros no segmento do Recursos Humanos como absenteísmo, rotatividade, grau de terceirização, taxa de evasão, equidade de gênero, entre outros. Para respeitar a privacidade das empresas, os resultados mostrados não são identificados. As instituições podem consultar o seu próprio desempenho usando o código recebido ou realizando login no site www.indicadoresrh.com.br e solicitar o relatório correspondente. Com o objetivo de garantir a comparabilidade dos resultados, foram usados indicadores padronizados e validados por profissionais da ABRH-PR.

Os principais resultados serão apresentados no evento do dia 16, mas é possível ter acesso a alguns dos principais dados abaixo:

Rotatividade média anual

O índice foi de 26,9%, repetindo, na prática, o desempenho do ano anterior. Considerando o histórico dos seis anos anteriores, e o aumento na oferta de vagas no Estado, o resultado é bastante bom.

Taxa de evasão

Em 2018, 9,0% dos empregados pediram demissão. Ou seja, praticamente um terço dos desligamentos ocorreu por iniciativa dos empregados. Esse resultado, ligeiramente superior ao de 2017, pode ser reflexo da pequena melhora no mercado de trabalho do Estado.

Retenção 90 dias

A média registrada foi de 88,1%, pouco menor que a do ano anterior, mas ainda em um bom patamar, considerando que era de aproximadamente 82% no período de 2012 a 2015, mostrando avanço na qualidade dos processos de recrutamento e seleção.

Horas extras pagas

O volume, embora em patamar semelhante ao dos anos anteriores, pode ser considerado bom tanto pelo valor absoluto (2,6%) quanto pela melhora, se observados os resultados de um período mais longo, refletindo uma gestão de custos mais cuidadosa por parte das empresas.

Terceirização

A série histórica indica um crescimento da terceirização nos últimos quatro anos, retornando agora ao patamar de 2012. Na média, 10,1% dos colaboradores das empresas paranaenses são de profissionais terceirizados.

Participação feminina

A progressão é lenta, mas contínua desde 2014. Em 2018 alcançou 44,8%, o maior resultado em nossa série histórica. O setor de serviços apresenta o maior percentual de mulheres (59,4%), mas no setor industrial elas representam pouco mais de um quarto das equipes.

Taxa de Frequência de Acidentes com Afastamento (TFCA)

A média da amostra foi de 7,29 acidentados por milhão de horas trabalhadas. Este valor é o segundo melhor de nossa série histórica e um pouco maior que o do ano anterior (6,88), indicando estabilidade em um patamar inaceitável pelo custo social e humano que representa.



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