“Tudo o que você precisa é amor. Se você está em um time de liderança, precisa de mais amor ainda”, Richard Barrett

Cerca de 400 pessoas prestigiaram a palestra “Cultura Organizacional de alto desempenho” do fundador e presidente do Conselho Barrett Value Centre, Richard Barrett que aconteceu na manhã desta sexta-feira (08/11) no Hotel Bourbon, em Curitiba. O evento, uma iniciativa da ABRH-PR, teve a abertura feita pelo presidente da Associação, Adeildo Nascimento. Ele agradeceu aos parceiros e patrocinadores do evento, além da diretoria da ABRH-PR. “Um dos nossos objetivos é expandir o que ocorre em Curitiba em todo o Paraná, estamos trabalhando forte para isso”, falou.

 

Nascimento ainda mencionou da importância da gratidão nesses momentos de confraternização, “externar a gratidão é o que todo o ser humano tem que fazer, vivemos a era da colaboração e um evento desse envolve todo o nosso ecossistema”. A ABRH-PR está se preparando para se tornar um market place para atingir todo o Estado, “uma transformação grande está ocorrendo”, disse. Mencionou o XVI CONPARH, que acontecerá nos dias 19 e 20 de outubro do próximo ano.

 

Ao som de All need is love, dos Beatles, música que fala da principal mensagem que Barrett quis passar ao público: tudo o que precisamos é amor. Iniciou a apresentação se apresentando, falando a respeito da sua trajetória e, especialmente, do seu livro “A organização dirigida por valores”. Logo fez uma interação com os presentes aos fazê-los questionar What are values? (O que são valores?), trazendo uma reflexão sobre os valores pessoais. “Vocês acham que é importante trazer os valores ao trabalho, vocês conseguem trazê-los consigo?”, questionou.

 

O que são valores?

Segundo Barrett os valores são os propulsores energéticos das nossas aspirações e intenções. São importantes porque as decisões que tomamos são baseadas em nossos valores, nos ajudam a atender nossas necessidades. “São expressões das nossas necessidades, aquilo que você precisa, é algo que você valoriza”.

 

Para exemplificar, ele mostrou os Sete Níveis de Consciência organizacional do teste de “Avaliação de Valores Pessoais”, elaborado pelo Barret Values Centre e fez uma interação com a plateia apresentando os temas. Segundo o autor, valores, crenças e comportamentos são aquilo que formam a cultura das organizações. Definem a maneira como um grupo de pessoas trabalha junto. Mas, quem cria a cultura? “Os líderes”, respondeu.

 

E então emendou outra pergunta: se você quiser mudar a cultura, o que tem que fazer? “Os líderes precisam mudar ou vocês precisam mudar os líderes”, disse. Na sequência, apresentou alguns dados de pesquisas, como a da Deloitte que mostrou que a cultura se tornou um dos temas mais importantes de uma organização, sendo que 82% dos respondentes acreditam que cultura é uma vantagem competitiva. Um estudo da PWC mostra que 84% dos líderes acreditam que a cultura é fundamental para o sucesso das organizações e 60% acredita que a cultura é mais importante que a estratégia.

 

O que você precisa, é aquilo que valoriza

Barrett explicou que quando a empresa ajuda os colaboradores a crescerem, eles se engajam. “Este é o segredo. Colaboradores altamente engajados se identificam com a empresa, cuidam de forma apaixonada, trazem paixão e propósito, estão dispostos a investir, desejam que a empresa faça a coisa certa, querem sentir orgulho, se compromete e são fiéis”, afirmou.

 

Por que as organizações que focam no desenvolvimento têm mais sucesso? Porque se preocupam com as necessidades dos seus colaboradores, “nós entendemos a sua necessidade e o que você precisa é aquilo que você valoriza. Quando você se preocupa com as necessidades das pessoas, elas vão se engajar”, disse. Se a organização vai criar uma cultura para as pessoas, é preciso medir quais são as necessidades. Isto é possível por meio de uma pesquisa com os colaboradores, para exemplificar, o autor mostrou exemplos com base no Placement of values by level.

 

O que é entropia cultural?

Barrett explicou que a entropia cultural é a quantidade de energia gasta dentro de uma organização fazendo coisas desnecessárias e improdutivas. Com isso, tem-se a mensuração dos conflitos e frustações sentidas pelos colaboradores, “existe uma ligação entre entropia cultural e engajamento”. Segundo ele, o engajamento alto é resultado de uma entropia baixa e vice-versa, engajamento baixo significa entropia alta.

 

Barrett explicou que a transformação tem que ser voltada para criar uma cultura que aborde a necessidade dos colaboradores. Organizações não se transformam, são as pessoas. “A transformação organizacional começa com a transformação pessoal dos líderes”. Não é possível ter uma organização de alto desempenho com muita entropia cultural, “e ela é uma função dos líderes, eles devem deixar claro o sistema de valores da organização e inspirar vida dentro desses valores”. É preciso melhorar a liderança e focar nas pessoas. Barrett defende que a única forma dos líderes mudarem é recebendo feedback a respeito dos seus comportamentos.

 

Por fim, Barrett disse que a cultura não é uma questão apenas das empresas, mas de uma nação. “É preciso criar uma cultura nacional que atenda às necessidades dos cidadãos e o desenvolvimento de pessoas é uma questão grande no Brasil”. Para finalizar, ele respondeu perguntas do público e interagiu com os presentes.

 

Texto: Básica Comunicações

Fotos: Felipe de Souza



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